Fingindo fingir

Sou alma de poeta,
alma que não enferruja.
Abro aspas ao vento
uma vírgula no infinito.
Embargo-me,
em mais uma estrada
de vastos vocábulos,
danço nas palavras
ao ritmo das asas.
Sou poeta prosador,
um fingidor?
Não,
apenas quem interpela sobre a dor...
sabendo-se fingidor,
finge tão completamente
(mas não plenamente)
ou sofre em segredo sua dor?
Prefiro falar de amor,
mas todos falam de amor,
então finjo a minha dor.
Teria você também por mim falso amor?
Desenganos de palavras invento
posso até ser puro fingimento
capaz de ampliar o imaginário
com convincente lábia!
Mas entre poeta e louco,
prefiro continuar fingidor!

Do Melhor
Linkk
del.icio.us
Olá Josanne! Parabéns pelas suas lindas poesias! Adorei! Beijos
LASNOR | 03-02-2008 - 14:56:26 GMT 1 #