Cantiga Noturna

Quando cantarolava,
palavras saíam anestesiadas de emoção,
pelas arestas da tua boca.
Trazendo arrepios
desvendando mitos.
Desejos fluíam na canção
como uma primavera de paixões
Convergindo a escuridão da noite em
tranquilidade
harmonia
e Paz.
Sim! O fascínio da tua voz,
mesmo que acobertada de vergonha,
expandia ternura e candura:
(Por que nao escuto mais?)
Ficou apenas um silêncio
dançando
no exílio dos sentimentos.
Depois...
E depois?
Saudade,
agonia?
Não! Este silêncio tende a eternidade
e me vem como uma valsa
(será que te escutei?).
Sua voz é fumaça
e penetra
no íngreme pensamento
E depois?

Do Melhor
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